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domingo, 9 de outubro de 2011

Cólera - Mais de 30 anos de Legado

( Na foto: Cólera, em 1985)

A Banda surgiu em 1979, formada pelos irmãos Edson “Redson” Lopes Pozzi ( Baixo e vocais) e Carlos “Pierre” Lopes Pozzi ( bateria) com a companhia de Kinno (vocais), e Hélinho (guitarra). Por volta de 1981, Hélio e Kino saem da banda, e entra Valdemir "Val" Pinheiro, que assumiu o Baixo.
Inicialmente influenciada pelo existencialismo rústico da Vila Carolina, as letras traziam um pouco das ideias do "Condutores de Cadáver", banda na qual Hélinho participou.
O Cólera estava por se tornar o que seria uma das bandas de maior legado no cenário Punk Brasileiro.

Em 1982 a banda participou da gravação do primeiro álbum de punk rock nacional "Grito Suburbano" junto as bandas Inocentes e Olho Seco. Participou também, do histórico Festival "O começo do fim do mundo" no SESC Pompéia, em São Paulo, ao lado de outas 19 bandas.

Em 1984 foi lançado o álbum "Tente Mudar o Amanhã" com as bandas Grinders, Varsóvia, Kães Vadius. O segundo álbum do Cólera, "Pela Paz em Todo Mundo" é consagrado como um dos melhores do gênero no Brasil até o momento. Foram mais de 30 mil cópias vendidas no Brasil, EUA e Europa, o álbum rendeu 2 turnês pelo Brasil e uma turnê européia.

A banda foi a primeira de punk rock brasileira a fazer shows no exterior e sua turnê foi um sucesso. Desta forma ela abriu caminho para outras bandas também irem mostrar seu trabalho lá fora. Sob influência de temas discutidos fora do Brasil, a banda lança em 1989, pela Devil Discos, o álbum “Verde, Não Devaste!”, o primeiro sobre ecologia, assunto pouco debatido no Brasil.


Da "agitação, revolução destruição eu quero ver" de Hélinho ao "Pela Paz em todo o Mundo", com ideias pacifistas, antimilitaristas e ecológicos, “Verde, Não Devaste”, “Mundo Mecânico, Mundo Eletrônico”, “Tente mudar o amanhã”.


"Mas quem se importa? Mas quem se importa?- Eu me importo, eu me importo. PELA PAZ, PELA PAZ, PELA PAZ EM TODO MUNDO!".

Desde 2009 vinham comemorando os 30 anos da Banda com a turnê "30 Anos Sem Parar!" pelo Brasil.
Considerado um dos mais importantes nomes do punk rock nacional, Edson "Redson' Pozzi, vocalista e guitarrista da banda punk Cólera, morreu dia 28 de setembro, aos 49 anos. A informação foi divulgada na página oficial da banda no Facebook e no Orkut. Redson deixou ao cenário punk brasileiro um grande legado e certamente será lembrado como grande integrante do movimento no Brasil.
Essa é a homenagem que "O Som da Fábrica" faz a todos os integrantes da Banda Cólera, Redson (Guitarra e Vocais), Fabio Bossi (Baixo), Josué Correia (Baixo) e Helinho (Guitarra), Val (Baixo), todos os fãs e aos mais de 30 anos de muito Punk rock da Banda.



(Artemetria - Entrevista com Redson)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Punk: as origens

Parte III - Brasil




O movimento punk veio para o Brasil em meados dos anos 80, onde o contexto histórico que o país se encontrava influenciava, e muito, o surgimento desse movimento.
O Brasil vivenciava o "Fim do ato inconstitucional número cinco" e a "Sanção da anistia" no final da década passada. Acabara também, de sair das históricas greves do ABC, momento no qual os trabalhadores pararam a indústria automobilística de São Paulo em plena ditadura militar. Nesse momento, digamos assim, o cenário nacional foi propício para a explosão do Punk Rock no país.

Os jovens inconformados com a situação social que viviam, caracterizada pela brutal repressão e já cansados das mesmisses nas rádios se identificaram  com o movimento  que não apenas trazia consigo uma imagem pesada, mas também uma música que estruturalmente podia ser tocada por qualquer um já que possuísse apenas 3 acordes e um ideal contra o sistema: recusa incondicional a qualquer forma de poder e autoridade sobre o outro; o fim do Estado com seu corpo autoritário e parasita (exército, polícia, parlamento, judiciário, executivo).

Logo surgem nas periferias de São Paulo no ano de 78 bandas precursoras, como o  AI-5, Condutores de Cadáver e Restos de nada.
Em 82 com o ressurgimento do movimento no mundo inteiro foi lançado o selo independente Punk Rock o primeiro disco do movimento punk no Brasil chamado "Grito Suburbano" com as bandas Olhos Seco, Cólera e Inocentes. E anos depois surgem novas bandas também no ABC Paulista, Brasília, entre outras capitais incluindo São Paulo, como Ratos de Porão, Fogo Cruzado, Cólera, Olho Seco, Lixomania, Garotos Podres, DZK e, muitas delas, ainda existem e continuam a tocar sua critica social em forma de densos acordes.

O movimento utilizou de meios midiáticos independentes, como foi o caso dos fanzines e do documentário "Garotos do Subúrbio" considerado um dos melhores trabalhos feitos sobre adolescentes no Brasil. E até mesmo chegou a ser citado nas grandes mídias, algumas com ideias equivocadas e outras que divulgaram esse grande movimento cultural, como no programa de rádio Kid Vinil - Rock Sanduíche, o Jornal Folha de São Paulo, Revista Veja, Revista Isto É, TV Cultura e TV Globo, que ajudaram na divulgação  entre as mais diversas camadas sociais.

Assim, o movimento punk foi fixando suas raízes na cena musical brasileira e conseguiu conscientizar uma serie de jovens para começarem a ver o mundo em que vivem com outros olhos e outros ouvidos.  
Um fato que marcou o movimento Punk no Brasil foi o Festival "O Começo do Fim do Mundo" que reuniu 20 bandas do ABC Paulista e São Paulo em um evento para tentar pacificar as intrigas existentes entre essas regiões.

Para contar toda essa história foi realizada anos depois com parceria da prefeitura de Santo André a primeira "Ópera Punk" que se teve notícia no planeta.
E não acaba por aí! O movimento Punk não morreu e deixou o seu legado independente do "Faça você mesmo" para as próximas gerações do Rock.



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Jorge Anzol no Som da Fábrica

A produção do programa sobre Punk Rock chega ao final e o útlimo entrevistado foi Jorge Anzol baterista da banda acreana Los Porongas (http://www.myspace.com/losporongas), diretamente influenciado pelo movimento punk e pela banda do ABC Paulista "Garotos Podres" Anzol nos contou como isso aconteceu, relatou seu contato com a cultura Punk e nos mostrou que o Acre realmente existe!

Foto: Jorge Anzol durante a entrevista.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Daniel Miranda no Som da Fábrica

E a máquina lança mais uma entrevista inédita que ocorreu na última terça-feira (12/07) com Daniel Miranda, ex baterista dos Subviventes e baterista da banda 88 NÃO! (http://www.myspace.com/88nao) que já participou de importantes festivais independentes e é fundadora da COBAIN ABC (cooperativa de bandas independentes) onde realizam projetos comunitários na região do ABC Paulista. Daniel acompanha ativamente o Movimento Punk.

Foto: Daniel depois da entrevista.

Daniel relatou sua vivência no Movimento, como se encontra a cena atual e a influência da ideologia punk do "Faça você mesmo" na música atual.
Essa e outras entrevistas vocês ouvirão no primeiro programa do "Som da Fábrica", enquanto isso continuem acompanhando o processo de pesquisas e entrevistas!





terça-feira, 12 de julho de 2011

Fanzine: o porta-voz do punk

A palavra 'fanzine' é a junção entre as palavras inglesas "fan" (fã) e "magazine" (revista). É portanto a revista feita pelo fã e escrita para o fã, gerando troca de informações que movimentam uma cena underground recheada de novas bandas, ilustradores, jornalistas e escritores em busca de espaço e público.

O fanzine nasceu nos EUA nos anos 30 em período de depressão americana, com a ascenção do desemprego e lei seca o tempo ocioso foi dedicado a escrever fanzines, uma boa maneira de manter o estômago e a cabeça ocupados. E foi assim que surge o primeiro fanzine (fanmag) "The Comet" (o cometa) publicado pelo americano Ray Palmer que falava sobre cinema e literatura de ficção científica. Mas há controvérsias, pois a ascenção do fanzine se deu junto ao Movimento Punk na Inglaterra, com o zine "Sniffing´Glue" (cheirando cola) publicado pelo inglês Mark Perry, que escrevia sobre o Punk e as bandas punks do momento, se tornando assim o porta-voz do movimento.


Na edição número 5 do fanzine "Sniffing Glue" Mark Perry aconselha-va aos leitores: "Todos vocês, garotos que lêem o SG, não se satisfaçam com o que nós escrevemos. Saiam e comecem seus próprios fanzines, ou mandem suas críticas para a imprensa do Sistema, vamos pegá-los pelos nervos e inundar o mercado com a escrita punk!"
Surgiram então vários outros fanzines que ajudaram a divulgar o Movimento Punk dentro do seu ideal do "Faça você mesmo".




Fontes bibliográficas:
LIMA, Leo. "Fanzine - Rotulando o Inrotulável". Mood. 12/07/2011. <http://www.mood.com.br/3a01/zine.asp>.
BIVAR, Antonio. "O que é Punk". Coleção Primeiros Passos, 76. São Paulo: Editora brasiliense, 1992.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Renato - Aviso Final no Som da Fábrica

Depois de uns respingos de óleo nos parafusos a engrenagem voltou a funcionar!
A fábrica não pode parar e o entrevistado de hoje foi o professor Renato Donisete que produz o fanzine "Aviso Final" (http://www.fotolog.com.br/aviso_final). Com 20 anos de história o zine acompanhou de perto a cena de Rock independente do ABC e foi porta voz do Movimento Punk. Com certeza uma figura com muita história pra nos contar!

Renato durante a entrevista

Renato relatou sua vivência no movimento Punk Rock, a participação do fanzine aviso final dentro da cena independente e como têm sido a abertura de espaços culturais para as bandas dos movimentos integrantes da cena de Rock do ABC Paulista.



 Edição Especial de 20 anos do fanzine "Aviso Final"

Continuem acompanhando nossas postagens e aguardem o programa!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Que é Punk - Antonio Bivar

  No livro "O Que é Punk"  da coleção "Primeiros Passos", o autor Antonio Bivar contextualiza historicamente toda a passagem do movimento punk, desde sua pré-história até sua explosão fazendo referência a vários movimentos influentes. Relata descritivamente a chegada do movimento punk ao brasil, levantando histórias das primeiras bandas punk nacionais e internacionais. É uma ótima leitura para quem está começando a estudar o Movimento Punk como nós, vale a pena conferir!




"Punk, antes de ser música, é uma atitude. É um modo de dizer: NÓS NÃO NOS IMPORTAMOS. Punk é kamikaze. Sid Vicious foi kamikaze. Foi em seu tempo, a encarnação do punk. Foi o próprio". - Antonio Bivar.


  Sobre o autor: Antonio Bivar nasceu e vive em São Paulo é dramaturgo, escritor, ensaísta, memorialista. Seu primeiro livro foi a obra “O que é Punk” (coleção Primeiros Passos, editora Brasiliense).

domingo, 1 de maio de 2011

Está no ar "O Som da Fábrica - Rock"

Depois de darmos sete pulinhos nas ondas do mar, comer lentilhas e achar a moeda dourada do bolo, vamos então começar com  pé direito. Pois, aqui está à primeira postagem do Blog "O Som Da Fábrica".
E para começar, vamos deixá-los a par de tudo que vêm acontecendo nos ultimos tempos, as reuiões, pautas, andamentos. 
A equipe vêm se reunindo. Nossa primeira pauta vai ser sobre o "Punk Rock", estamos buscando através de pesquisas,  filmes, livros, bandas, entre outras fontes, aprofundar cada vez mais nosso conhecimetos sobre o tema.
E para quem quiser acompanhar essa pesquisa conosco, postaremos aqui todo  material de referênca coletado para montrar as pautas.
Fiquem na sintonia, logo mais novas postagens para vocês!



(Na foto: Natalia Bom (@Nattybp) ; Simone Nascimento (@MoneNascimento) ; Vinicius Mlinari; Carolina Timoteo (@Cacods)