O movimento punk veio para o Brasil em meados dos anos 80, onde o contexto histórico que o país se encontrava influenciava, e muito, o surgimento desse movimento.
O Brasil vivenciava o "Fim do ato inconstitucional número cinco" e a "Sanção da anistia" no final da década passada. Acabara também, de sair das históricas greves do ABC, momento no qual os trabalhadores pararam a indústria automobilística de São Paulo em plena ditadura militar. Nesse momento, digamos assim, o cenário nacional foi propício para a explosão do Punk Rock no país.
O Brasil vivenciava o "Fim do ato inconstitucional número cinco" e a "Sanção da anistia" no final da década passada. Acabara também, de sair das históricas greves do ABC, momento no qual os trabalhadores pararam a indústria automobilística de São Paulo em plena ditadura militar. Nesse momento, digamos assim, o cenário nacional foi propício para a explosão do Punk Rock no país.
Os jovens inconformados com a situação social que viviam, caracterizada pela brutal repressão e já cansados das mesmisses nas rádios se identificaram com o movimento que não apenas trazia consigo uma imagem pesada, mas também uma música que estruturalmente podia ser tocada por qualquer um já que possuísse apenas 3 acordes e um ideal contra o sistema: recusa incondicional a qualquer forma de poder e autoridade sobre o outro; o fim do Estado com seu corpo autoritário e parasita (exército, polícia, parlamento, judiciário, executivo).
Logo surgem nas periferias de São Paulo no ano de 78 bandas precursoras, como o AI-5, Condutores de Cadáver e Restos de nada.
Em 82 com o ressurgimento do movimento no mundo inteiro foi lançado o selo independente Punk Rock o primeiro disco do movimento punk no Brasil chamado "Grito Suburbano" com as bandas Olhos Seco, Cólera e Inocentes. E anos depois surgem novas bandas também no ABC Paulista, Brasília, entre outras capitais incluindo São Paulo, como Ratos de Porão, Fogo Cruzado, Cólera, Olho Seco, Lixomania, Garotos Podres, DZK e, muitas delas, ainda existem e continuam a tocar sua critica social em forma de densos acordes.
O movimento utilizou de meios midiáticos independentes, como foi o caso dos fanzines e do documentário "Garotos do Subúrbio" considerado um dos melhores trabalhos feitos sobre adolescentes no Brasil. E até mesmo chegou a ser citado nas grandes mídias, algumas com ideias equivocadas e outras que divulgaram esse grande movimento cultural, como no programa de rádio Kid Vinil - Rock Sanduíche, o Jornal Folha de São Paulo, Revista Veja, Revista Isto É, TV Cultura e TV Globo, que ajudaram na divulgação entre as mais diversas camadas sociais.
Assim, o movimento punk foi fixando suas raízes na cena musical brasileira e conseguiu conscientizar uma serie de jovens para começarem a ver o mundo em que vivem com outros olhos e outros ouvidos.
Em 82 com o ressurgimento do movimento no mundo inteiro foi lançado o selo independente Punk Rock o primeiro disco do movimento punk no Brasil chamado "Grito Suburbano" com as bandas Olhos Seco, Cólera e Inocentes. E anos depois surgem novas bandas também no ABC Paulista, Brasília, entre outras capitais incluindo São Paulo, como Ratos de Porão, Fogo Cruzado, Cólera, Olho Seco, Lixomania, Garotos Podres, DZK e, muitas delas, ainda existem e continuam a tocar sua critica social em forma de densos acordes.
Assim, o movimento punk foi fixando suas raízes na cena musical brasileira e conseguiu conscientizar uma serie de jovens para começarem a ver o mundo em que vivem com outros olhos e outros ouvidos.
Um fato que marcou o movimento Punk no Brasil foi o Festival "O Começo do Fim do Mundo" que reuniu 20 bandas do ABC Paulista e São Paulo em um evento para tentar pacificar as intrigas existentes entre essas regiões.
Para contar toda essa história foi realizada anos depois com parceria da prefeitura de Santo André a primeira "Ópera Punk" que se teve notícia no planeta.
E não acaba por aí! O movimento Punk não morreu e deixou o seu legado independente do "Faça você mesmo" para as próximas gerações do Rock.
Para contar toda essa história foi realizada anos depois com parceria da prefeitura de Santo André a primeira "Ópera Punk" que se teve notícia no planeta.
E não acaba por aí! O movimento Punk não morreu e deixou o seu legado independente do "Faça você mesmo" para as próximas gerações do Rock.






