sexta-feira, 27 de maio de 2011

Barata do DZK no Som da Fábrica

Extra, Extra..
A máquina está à todo vapor!
Acabamos de fazer a nossa primeira entrevista do Programa "O Som da Fábrica".
O nosso primeiro entrevistado é o Barata, vocalista da banda DZK. A banda com 30 anos nas costas  acompanhou ativamente o movimento punk no ABC.

Na entrevista o Barata nos contou um pouco sobre sua vivência no movimento Punk Rock, inclusive sobre a marcante Ópera Punk.
Confiram algumas fotos da entrevista e aguardem o lançamento do programa!

Foto: Carolina Timoteo e Barata
Foto: Barata

Foto: Barata, Carolina Timoteo, Simone Nascimento e Natália Bom Pessoni.
 







Têm Punk Aê?!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Punk: as origens

Parte I - Inglaterra

O punk nasce no final dos 70, no fim dos “30 anos gloriosos”, na Inglaterra. O país encontrava-se em crise (que por solução, o Estado adota um projeto Neo-Conservador), e o movimento punk irrompe como um misto de grito de revolta, negação e oposição à sociedade capitalista. Baseando-se no Anarquismo, o punk é coerente, expressa sua base filosófica através da música, modo de vestir, pentear e, principalmente, na atitude perante o mundo. Representa a classe oprimida e marginalizada, dos subúrbios, e sua juventude movida pela revolta das desigualdades da sociedade capitalista.

Neste contexto, duas principais bandas surgem no cenário: Sex Pistols e The Clash. Os Sex Pistols iniciaram por incentivo do empresário Malcolm McLaren, que na época, 1975, era dono de uma badalada loja de Londres, a SEX, uma loja de roupas para a nova geração que baseava-se nos teddy boys (moda britânica do pós Segunda Guerra Mundial). A partir de uma proposta dele, a banda se reuniu. Steve Jones (guitarrista) e Paul Cook (baterista) viviam na SEX. Glen Matlock (baixista) era empregado da loja aos sábados. Só não tinham o vocalista, que foi encontrado no adolescente de dentes podres e assíduo frequentador da SEX chamado John Lydon, que apesar de nunca ter cantado em sua vida assumia uma postura e comportamento que a banda buscava. A banda foi batizada de Sex Pistols e John Lydon vira Johnny Rotten (Joãozinho Podre). 



Após o lançamento dos Pistols, o movimento alastrou-se, principalmente em Londres, expressão de uma juventude fatigada da mesmice dos rockstars da época. Logo os Pistols teriam com quem dividir as luzes do palco, o The Clash, que começou como banda de abertura dos shows dos Pistols, logo lança álbum e faz seus próprios shows. O primeiro disco dos Pistols, “Anarchy in the U.K.”, lançado em 1976, ficou famoso apenas no “gueto”, mas pouco depois a televisão encarregaria-se de mostrá-los ao mundo. Foi Johnny Rotten que usou pela primeira vez a expressão “Fuck Off” diante das câmeras, o que causou grande repercussão e muita notícia, divulgando a banda. 



Mas foi 1977 o ano do punk. Devido a brigas entre Rotten e Matlock, o baixista saiu da banda, e entraria aquele que seria um dos maiores símbolos do punk rock, Sid Vicious. Neste mesmo ano, é lançado o compacto “God Save the Queen”, que leva uma das máximas do movimento punk “não há futuro na Inglaterra”. A música enfrenta críticas e inclusive um veto da BBC. E, claro, tudo isso fez com que os Pistols fossem muito noticiados e popularizados. Todos aguardavam o álbum da nova formação da banda, e quando o “Never Mind The Bollocks, Here´s The Sex Pistols (“Abaixo os idiotas, aqui estão os Sex Pistols”) finalmente foi lançado, a Inglaterra ficou pequena para o punk rock.



Após uma turnê de pouco sucesso pelos EUA, os Pistols chegam ao fim. Enquanto Vicious estava internado no hospital recuperando-se de mais uma overdose, Jones e Cook revelam a Rotten que querem acabar com a banda. Vicious começa uma carreira solo, mas acaba na prisão acusado de ter esfaqueada a namorada Nancy Spungen, fato que nunca foi esclarecido. Vinte e quatro horas após sair da prisão, com a fiança paga pela gravadora, Sid Vicious morre de overdose de heroína aos 21 anos de idade.

Eu não preciso de um Rolls-Royce, eu não preciso de uma casa no campo, eu não tenho que morar na França. Eu não tenho heróis do rock. Eles são desnecessários. Os Stones e o The Who não significam nada para mim; eles estão estabilizados. Os Stones são mais um negócio do que uma banda.” Johnny Rotten (Dezembro de 1976)

A música precisa dar assistência a todo esse lixo (a sociedade britânica). A música tem que mostrar saídas para se vencer a estagnação. Ela tem que ser verdadeira mas também bem-humorada. E isso não é política.” Johhny Rotten (explicando a revolta da sua banda com o veto da BBC)

O The Clash surge com a junção do vocalista e guitarrista Joe Strummer, que acabara de sair do 101'ers após tocar no mesmo festival em que tocaram os Sex Pistols, ao London SS de Mick Jones (guitarra), Terry Chimes (bateria) e Paul Simonon (baixo). Começaram tocando como banda de abertura do Sex Pistols e logo fizeram sucesso. Em 1977 lançam seu primeiro disco, que leva o nome do grupo. Apesar de críticas de que estavam vinculados a uma grande empresa e de serem da classe burguesa, fazem grande sucesso.




 No ano seguinte o baterista Terry Chimes deixa a banda e Headon entra em seu lugar, e o segundo disco da banda, “Give'Em Enough Rope” é lançado. Como no disco anterior, o lançamento é um grande sucesso, mas acaba não chegando no mercado americano. Para resolver isso, a banda faz uma turnê pelos EUA. Mas o sucesso nos States se consolidou em 1979, com o duplo “London Calling”, que apresentava elementos de Reggae, Ska, Rock e Blues, caindo nas graças do público americano. 







Fruto desse novo sucesso, a banda faz nova excursão pelo país e decide gravar o próximo álbum, “Sandinista!” em Nova Iorque, o que ocorre em 1980. A banda troca de público, já que os britânicos passam a dar as costas para a banda, e passam a gravar e tocar apenas nos EUA. O baterista original, Terry Chimes, retorna e lançam “Combat Rock”, que apesar de conter o hit “Should I Stay Or Should I Go”, não agrada e a turnê de lançamento é um fiasco. Terry Chimes e Mick Jones, decepcionados, abandonam a banda e são substituídos por Pete Howard (bateria), Vince White (guitarra) e Nick Sheppard (guitarra). Na nova formação lançaram o disco “Cut The Crap”, em 1985, outro fiasco. Strummer decide por fim a banda e segue carreira solo. Mick Jones iniciou a Big Audio Dynamite (funk-dance), Paul Simonon iniciou o Havana 3am. Strummer morre de parada cardíaca em dezembro de 2002, aos 50 anos. 



domingo, 15 de maio de 2011

"Se o punk é o lixo, a miséria e a violência,
então não precisamos importá-lo da Europa,
pois já somos a vanguarda do punk
em todo mundo".
(Chico Buarque)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Que é Punk - Antonio Bivar

  No livro "O Que é Punk"  da coleção "Primeiros Passos", o autor Antonio Bivar contextualiza historicamente toda a passagem do movimento punk, desde sua pré-história até sua explosão fazendo referência a vários movimentos influentes. Relata descritivamente a chegada do movimento punk ao brasil, levantando histórias das primeiras bandas punk nacionais e internacionais. É uma ótima leitura para quem está começando a estudar o Movimento Punk como nós, vale a pena conferir!




"Punk, antes de ser música, é uma atitude. É um modo de dizer: NÓS NÃO NOS IMPORTAMOS. Punk é kamikaze. Sid Vicious foi kamikaze. Foi em seu tempo, a encarnação do punk. Foi o próprio". - Antonio Bivar.


  Sobre o autor: Antonio Bivar nasceu e vive em São Paulo é dramaturgo, escritor, ensaísta, memorialista. Seu primeiro livro foi a obra “O que é Punk” (coleção Primeiros Passos, editora Brasiliense).

domingo, 1 de maio de 2011

Está no ar "O Som da Fábrica - Rock"

Depois de darmos sete pulinhos nas ondas do mar, comer lentilhas e achar a moeda dourada do bolo, vamos então começar com  pé direito. Pois, aqui está à primeira postagem do Blog "O Som Da Fábrica".
E para começar, vamos deixá-los a par de tudo que vêm acontecendo nos ultimos tempos, as reuiões, pautas, andamentos. 
A equipe vêm se reunindo. Nossa primeira pauta vai ser sobre o "Punk Rock", estamos buscando através de pesquisas,  filmes, livros, bandas, entre outras fontes, aprofundar cada vez mais nosso conhecimetos sobre o tema.
E para quem quiser acompanhar essa pesquisa conosco, postaremos aqui todo  material de referênca coletado para montrar as pautas.
Fiquem na sintonia, logo mais novas postagens para vocês!



(Na foto: Natalia Bom (@Nattybp) ; Simone Nascimento (@MoneNascimento) ; Vinicius Mlinari; Carolina Timoteo (@Cacods)